Análise de resultados

Qual a diferença entre Finanças Pessoais e Empresariais?

Autora: Angela Maria Ribeiro

Você sabia que misturar suas finanças pessoais e empresariais prejudica conhecer o resultado real da sua empresa? Entenda a diferença entre elas e como separar!

Talvez você se pergunte: 

  • como pagarei minhas contas?
  • afinal sou ou não “dono do meu negócio?”
  • qual o motivo de manter tudo separado?

Como obter seus recursos empresariais

Existem modos de obter seus recursos sendo o “dono do seu negócio”. Poderá ser de duas formas:

  • retirada de pró-labore (remuneração do trabalho prestado a empresa); ou
  • distribuição dos lucros (lucro é a remuneração do capital investido na empresa).

Diferente disso, você não pode pagar as despesas pessoais, como exemplo: o colégio do filho, as contas de energia elétrica da sua residência, etc. O mais importante é que essa situação poderá ser evitada.

Já na constituição da empresa, ou seja, no início das atividades, uma conta corrente empresarial deve ser aberta. Aliás, hoje existem várias opções de conta corrente, inclusive sem nenhuma tarifa. Não utilizar o cartão de crédito pessoal para compras da empresa é outro detalhe relevante e que não pode ser deixado de lado.

Impacto no capital de giro da empresa

O capital de giro é o dinheiro necessário para bancar a continuidade do funcionamento da sua empresa, pois garante a saúde financeira, proporcionando, por exemplo, recursos de financiamento aos clientes nas suas vendas a prazo, manutenção dos estoques, pagamento das compras de mercadorias para revenda (ou matéria-prima), além de demais gastos.

Caso não haja a devida separação de pessoa jurídica x pessoa física, haverá impactos, como:

a) não saber o real valor de capital de giro que a empresa possui;

b) não saber qual o valor do capital de giro que pode ser utilizado quando for necessário para manter as atividades na empresa;

Consequências em não separar as finanças pessoais das empresariais

Veja alguns reflexos que podem ser causados, caso não ocorra a separação das finanças pessoais das empresariais:

A) dificuldade para identificar as despesas empresariais ou o quanto a despesa está impactando o cálculo do preço de venda.

B) comprometer o pagamento de seus colaboradores, de fornecedores e até das obrigações com o fisco.

C) não conhecer a lucratividade (relação entre o valor do lucro líquido e do valor das vendas), ou mesmo a rentabilidade (relação entre o valor do lucro líquido e do investimento realizado).

Após conhecer a importância de manter as finanças pessoais separadas das finanças empresariais, realize um controle rigoroso, principalmente das contas da empresa.

Lembre-se que uma das contas é o pró-labore. Esse deverá ser pago todo mês e ser suficiente para manter as despesas da pessoa física.

Com certeza, com a separação das finanças das pessoas física e jurídica, haverá maior assertividade nas decisões e assim conseguirá traçar estratégias de crescimento.

Sobre a autora: Angela Maria Ribeiro é voluntária da Bem Gasto, contadora e professora universitária. Nos tempos livres adora ler, caminhar e estar em contato com a natureza.

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